Empoderamento Financeiro da Mulher

10:00


O post de hoje é sobre um assunto bem bacana que eu gosto e tenho propriedade para falar sobre o empoderamento financeiro da mulher. Conversar sobre mulher e de como ela  tem ocupado o seu lugar na sociedade é algo que me anima e muito! Como formação profissional cursei Gestão de Recursos Humanos,  e durante todo o período acadêmico tive a oportunidade de desenvolver trabalhos voltados para a mulher e o mercado de trabalho.

Empoderamento Financeiro da Mulher

O que é Empoderamento?

Primeiramente vamos conceituar empoderamento: conquista de capacidade de participação, criação, socialização do poder entre cidadãos. De modo geral empoderar-se é tomar poder sobre si. 

Mas pensando coletivamente empoderamento é quando nos entendemos como parte de um grupo maior, que visa empoderar o coletivo. É quando buscamos lutar por nós e por outras pessoas, e também quando buscamos empoderar outras pessoas para que todas possam tomar poder sobre si.


Depois de compreendermos o que significa empoderamento, podemos entender a importância do empoderamento financeiro da mulher, que não é nada mais que, tornar a mulher independe financeiramente para que ela  possa ter poder sobre suas finanças e, consequentemente sobre sua vida. 

O que é o empoderamento financeiro da mulher

Em uma discussão em um hangut de mulheres, surgiu um ponto muito importante sobre a vida financeira da mulher. Em relação a separação do cônjuge, uns dos fatores que mais influenciam as mulheres a manterem esses relacionamentos, é a hipossuficiência financeira, (depender do cônjuge para o sustento da casa e da família). Muitas se deparam com este problema e se mantém presas à relacionamentos infelizes e abusivos por não terem condições financeiras de sustentar uma casa e os filhos. Neste aspecto o empoderamento financeiro da mulher, pode contribuir para que ela se sinta mais firme em qualquer decisão sobre sua vida. 

Nós sabemos que historicamente a mulher ocupa cargos em sua maioria de caráter doméstico. E muitas das vezes, sem ter os seus direitos efetivamente cumpridos. Quando possui uma ocupação em um escalão mais alto é oprimida pela sociedade e seu salário não se iguala ao dos homens.  A discriminação de gênero afeta negativamente a mulher que acaba tendo seu acesso a cargos de chefia, linhas de crédito e participação nas politicas econômicas e sociais, negados pelo seu histórico de opressão.

Quando a mulher tem a situação financeira estável ou quando possui algum conhecimento que pode lhe proporcionar uma fonte de renda em caso de necessidade, ela se vê mais segura na tomada de decisões. 

O empoderamento financeiro da mulher traz imensos benefícios tanto para sua sobrevivência quanto para sua saúde emocional. Uma mulher que tem uma renda seja ela qual for, e a forma que ela a utiliza, pode tomar o controle da sua vida mais fácil do que uma que depende de alguém para manter suas necessidades básicas. Com a descriminação de gênero muitas mulheres ainda se veem presas às tarefas domésticas e tendem a serem afetadas pela pobreza e discriminação.

Mas e quando pensamos em  mulheres que vivem nos subúrbios, que o sustento da casa mesmo sendo feito pelo casal ainda é insatisfatório mesmo para manter as despesas básicas, como está mulher vai se empoderar financeiramente? Como esta mulher poderá (com três filhos), se livrar de um companheiro violento, mas que de alguma forma contribui para o sustento e de seus filhos?

Existem diversas políticas que visam ajudar as mulheres a serem independentes financeiramente para que na maioria das vezes possam se sentir livres de qualquer amarra. Mas e as outras mulheres que não são atendidas por essas políticas? Porque este empoderamento financeiro da mulher não é algo extensível a todas? 

Como filha de uma mãe que já fez de tudo na vida para sustentar seus três filhos, digo que as políticas públicas são importantes, mas também digo que temos que buscar em nós mesmas meios para sermos livres financeiramente. Não tenho a fórmula mágica para isso, mas vou dar um exemplo para que possamos pensar fora da caixa e criarmos a nossa própria independência. 

Um mulher mãe de dois filhos que trabalha de dia, e que a noite cuida da casa e dos filhos, quer se separar do marido. Esta mulher sabe que somente o salário dela é insuficiente par bancar o aluguel, água, energia, comida, roupa, saúde e tudo o quer for necessário para a sobrevivência dela e dos filhos.

Assim, ela começa a produzir bombons caseiros par vender onde ela trabalha. A partir daí ela começa a ter uma renda extra e começa a depender menos da renda do marido. E em um determinado tempo, ela junta uma quantia e decide se separar. Ela se muda para uma casa menor, abre mão de algumas coisas e começa a ter uma vida diferente.  E mesmo com as despesas apertando seu orçamento, ela continua firme! E para complementar a renda ela faz faxina aos sábados.

Esta mulher começa a encorajar outras mulheres a seguirem o mesmo caminho e começa a indicar elas para outros empregos ou até mesmo para  fazer faxina nos finais de semana.

Esta situação hipotética nos faz pensar que sim, com ajuda de outras pessoas e com nossa própria ajuda podemos nos tornar independentes financeiramente! Nós podemos sim desenvolver algo que gere renda. Deixando de lado a crise econômica em que vivemos e pensando no todo.

Logicamente não é somente a questão financeira que impede várias de nós de separarmos dos nossos cônjuges. Essa questão vai muito além disto: compreende também o ciclo de violência contra a mulher, e outros diversos aspectos que não nos cabe julgar, mas sim ajudarmos umas as outras.

Devemos ensinar as nossas filhas a serem independentes desde cedo, para que possam ter controle sobre si. Cada dia mais vemos mulheres chefes de família, mulheres que não recebem se quer pensão alimentícia para  o sustento dos filhos e que com muita luta, conseguem seguir com a vida e dar uma vida digna aos filhos.

Se empoderar financeiramente é ajudar a pagar a conta de luz na casa dos pais, é poder comprar uma peça de roupa para os filhos, é saber que quando ela precisar trabalhar ela tem uma profissão que ela pode assumir, sim!  Se empoderar é ter certeza que mesmo com todas as dificuldades ela poderá dar a volta por cima, e ter na questão financeira um alicerce para se reerguer e se manter de pé.

Vamos apoiar umas as outras! Vamos contar as nossas histórias! Vamos nos ajudar! vamos nos EMPODERAR! Vamos EMPODERAR as mulheres financeiramente!

Desejo que este texto lhe ajude a entender que toda forma de empoderamento é importante e que a questão financeira pode nos libertar de diversas amarras.

Espero que vocês tenham gostado, deixe seu comentário e vamos nos ajudar.

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1 comentários

  1. Vejo essa postagem e fico emocionada. Nossas histórias quanto mulheres pretas sempre se encontram em algum ponto. Não tem uma moça que conte sua vida que eu não sinta "eu já vi esse filme antes".
    Minha mãe teve seu emponderamento financeiro a grande custo e hoje está cursando ensino superior. Isso me enche de orgulho.
    A forma que ela lutou sozinha pra nos sustentar, nos fortalecer; não tá escrito.
    Acho que hoje devo meu feminismo a ela e minhas avós que muito me ensinaram sobre ser forte sem nem conhecer o termo feminismo.

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