Mulheres Atletas - Igualdade de Gênero? - Parte II

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O assunto de hoje é a continuidade sobre o assunto igualdade de gênero nos esportes. Diante da conquista de se ter mulheres em todas as modalidades e em número quase igual ao de homens. Não podemos deixar de falar sobre as desigualdades que ainda existem dentro do meio dos esportes.


Ter igualdade nas modalidades e nos números, são sim conquistas importantes para as mulheres no esporte. Mas tal fato não pode acobertar a desigualdade de gênero presente entre os atletas. Com uma sociedade (mundial) machista, nós mulheres sempre estamos lutando por igualdade de direitos, oportunidades, emprego, estudo, etc. Mas e nos esportes?

Nos esportes a coisa não é muito diferente. Atletas femininas sempre estão se queixando de falta de patrocínio e visibilidade na mídia de uma forma geral. Então vamos exemplificar isso para que possamos perceber que só igualdade de modalidades ainda é muito pouco para as mulheres.

Jaqueline Carvalho que ganhou o Mundial de Vôlei em 2014 ficou 1 ano e seis meses sem clube após sua licença maternidade, e só conseguiu um time para treinar pois o clube conseguiu investimentos de patrocinadores externos. Dificilmente isto aconteceria com um homem pós licença paternidade.

A seleção Feminina de futebol também é um exemplo claro do descaso com as mulheres. Em uns país onde elas possuem pouquíssimos jogos oficias durante o ano, a maioria das jogadoras da seleção atuam em times no exterior. Bem controverso no País onde o futebol é paixão Nacional. Em 2003 as jogadoras da seleção recebiam chuteiras usadas e tinham que devolver para outras atletas reutilizassem. Temos certeza que isso não acontece com os Homens. Quantas chuteiras Neymar não deve receber?

O suporte das Federações, da Mídia, das Marcas, é extremamente desigual entre os gêneros. Se é difícil para esportes conhecidos, conseguir patrocínio e apoio se torna extremamente penoso quando se trata de esportes menos conhecidos.

Quando Gabriel Medina conquistou o campeonato Mundial de Surfe em 2014, toda a mídia e patrocinadores se voltaram pra ele. Mas três meses depois Eduarda Amorim foi eleita a melhor jogadora de Handebol do Planeta, ela não recebeu convites para propagandas, patrocínios ou se quer apareceu na mídia.

Mas ela não ser convidada para propaganda tem sentido segundo o diretor-executivo da Associação Brasileira de Surfe, Pedro Falcão. Segundo ele as marcas buscam atletas com porte de modelo. E mais uma vez nos vemos sexualizadas e nosso talento medido pelo tamanho da nossa bunda e dos nossos seios. Mas quando se trata dos homens, eles não precisam ser bonitos ou “bundudos”, eles precisam apenas ser talentosos.

Mas não é só nos fatores externos que essa desigualdade impera. Nas provas podemos ver mais sobre isso, no atletismo por exemplo as mulheres competem nos 100m com barreiras e os homens 110m. Na vela há diferença no tamanho do barco e na ginástica artística aparelhos exclusivos para cada sexo.

Segundo o COB Comitê Olímpico Brasileiro as verbas são destinadas de acordo com os resultados. Bastante controverso isso. Se não há jogos, não há bilheteria, não há patrocinadores e não há exposição na mídia. Como romper erra roda?

Ainda há muito o que se fazer para que essa igualdade de gênero seja realmente uma realidade. Sugestões não faltam. A Criação de Comissões dedicadas a pensar exclusivamente no esporte feminino é uma delas. 

Essa luta pela igualde de gênero verdadeira, que vai além do número de competidores, ainda é grande. E fatores como mulheres são mais sensíveis, devem lidar com pesos menores e que nado sincronizado deve ser praticado só por mulheres, só mostram como essa paridade está longe de ser alcançada. 

Fonte: SporTV
               ESPN
              MDEMULHER
              ESTADÃO
             


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